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"Reapaixonar" e "Desapaixonar": você já vivenciou isso?

Outro dia, num bate papo bem informal, entre uns bolinhos de bacalhau e uns chopps, uma amiga formulou duas questões intrigantes, do ponto de vista biológico, sobre a paixão. Vamos às respostas, que longe de concluir o tema, são meramente sugestões de argumentos e possibilidades.

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Reapaixonar e Desapaixonar: você já vivenciou isso?

Outro dia, num bate papo bem informal, entre uns bolinhos de bacalhau e uns chopps, uma amiga formulou duas questões intrigantes, do ponto de vista biológico, sobre a paixão. Vamos às respostas, que longe de concluir o tema, são meramente sugestões de argumentos e possibilidades.
 
É possível bloquear uma paixão? Quer dizer, ao perceber que aquele indivíduo pode ser nocivo, é possível romper no auge da paixão?

A paixão, como descrito pela ciência, é um estado fisiológico com "sintomas psíquicos e físicos" em que há uma intensa atividade cerebral e hormonal muito semelhante ao estado de vício por uma droga, como a cocaína. O julgamento crítico, o discernimento, e a racionalidade em relação ao parceiro estão muito reduzidos, especialmente nos primeiros meses da paixão. Entretanto, pode-se (tentar) “bloquear” a paixão por meio do estímulo da racionalidade. E isso, obviamente, se o ser apaixonado estiver disposto a tentar...
Se o indivíduo for capaz de identificar seu estado de paixão - conhecer (ou ao menos ter noção, ou até ter iniciativa de buscar ajuda psicoterápica) o que se passa com seu cérebro, corpo e hormônios, e, ainda ter a capacidade de (se deixar tentar) autoavaliar no relacionamento - é possível evitar situações arriscadas e até “bloquear” a paixão. E qual seria a “fórmula” para o  "desapaixonamento"?  
Primeiro, (e pode parecer simples, mas com certeza quem já vivenciou sabe que não é!), estimula-se o apaixonado à ação de "inversão" do apaixonar-se, como por exemplo: instiga-se a redução e até a ausência da focalização no parceiro; estimula-se, ativamente, a redução da idealização da pessoa (elabora-se uma “lista” de defeitos (reais) do parceiro); as esperanças de continuidade do relacionamento são completamente eliminadas; aumenta-se a sua autoestima (por exemplo, valorizando traços e atitudes positivas). Também, provoca-se a motivação para a realização de atividades novas (conhecer pessoas e  vivenciar situações diferentes) e desafiadoras no cotidiano e, finalmente, uma a das mais sábias (e comprovadas!) sugestões: estimula-se a  busca por um novo amor. Afinal, nada melhor do que ser pró-ativo e “fazer a fila andar”...
Porém, (ah, sempre, tem um deles nestas questões do coração) devemos lembrar que assim como na recuperação por um "vício", podem ocorrer recaídas amorosas. E, elas podem ser causa de reatamentos conflituosos, além de aumentar as chances de gerar “bobagens amorosas”, tais como filhos não planejados, empréstimos ou doação de dinheiro para o parceiro, compra de imóveis etc. E por que tais recaídas teimam em aparecer? É como se o cérebro tentasse manter ao seu lado, o máximo possível, a fonte de prazer e recompensa (de dopamina e endorfinas), que o parceiro representa para o apaixonado. 
 

É possível retomar, anos depois, uma antiga paixão? Como uma paixão de adolescência, por exemplo?


Sim, é possível! Entretanto, esta "retomada" da paixão, o “reapaixonar-se”, do ponto de vista biológico, tem que apresentar certas "condições psíco-biológicas" favoráveis para o reinício do estado da paixão. Pesquisadores têm afirmado que a paixão, por ser um estado de profundas alterações cerebrais e hormonais, poderia ocorrer, preferencialmente, naquelas circunstâncias de "extremos de vivências emocionais", em que a química cerebral (seja por situações de grande felicidade ou de infelicidade) se aproxima a da paixão. (Lembremos que as respostas neuroendócrinas da paixão e do estresse são muito semelhantes...). Por exemplo, no início de um novo trabalho, mudança de cidade ou país, nascimento de um filho, divórcio, depressão, solidão, celebração de sucesso, uma viagem de férias etc.
Não podemos esquecer que a "química dos 5 sentidos (visão, olfato, audição, toque, paladar (beijo) da atração sexual" deve entrar em ação no tal reencontro. E, por fim alguns ingredientes psicológicos devem estar presentes nesse "reapaixonamento": a memória positiva dos “bons tempos”, a admiração pelo parceiro, a esperança de tê-lo novamente e uma certa dose de insegurança para ser "aceito"  (como no  famoso joguinho do “se fazer difícil”: “querer e não querer” ou "frio e quente"). 
 
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