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Você quer entender mais sobre: por que o Vermelho é a cor que atrai tanto as pessoas no jogo da Paixão?

Então, leia o artigo: "Vermelho, a Cor da Sedução", de Cibele Fabichak, no Portal Bbel.

Quando acontece a química da atração, que pode unir apaixonadamente duas pessoas, vários ingredientes entram em jogo: beleza, juventude, hormônios, cérebro, genética, momento atual de vida, experiências anteriores, tipo de educação recebida na infância, grau de relacionamento com os pais, nível intelectual, status social, tipo de personalidade, um sorriso que sinalize "vá em frente" e, também, a cor da roupa.

Leia a continuação do artigo AQUI.



A matéria: "Amor, um remédio natural" foi publicada em 03 de novembro de 2010 no Jornal Gazeta do Povo.

A jornalista Rafaela Bortolin entrevistou Cibele Fabichak e cita o livro "Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens" para explicar a importância do amor e da paixão em situações como a depressão e a dor.

Veja na íntegra o conteúdo aqui!


Amor, um remédio natural

Só quem já se apaixonou sabe o quanto gostar de alguém é bom. Mas nem sempre é assim e, quando passa da medida, o amor pode ser um vilão para a saúde

Publicado em 03/11/2010 | Rafaela Bortolin

O coração dispara, as mãos ficam suadas, as bochechas ficam rosadas, surgem as famosas “borboletas” no estômago, você fica distraído e não consegue pensar em outra coisa. Você pode até tentar negar, mas não tem jeito: está complemente apaixonado. Um dos sentimentos mais celebrados pelos poetas e músicos, o amor e sua fase inicial, a paixão, viraram foco de pesquisas no mundo todo nas últimas décadas e as descobertas trazem uma boa notícia: amar faz muito bem à saúde.

“Na medida certa, o amor não faz qualquer mal. Aliás, se pudesse receitá-lo aos meus pacientes para evitar ou atenuar certos problemas, com certeza seria uma das minhas primeiras recomendações”, garante Marcus Vinicius Malachias, cardiologista e presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

E Malachias não está sozinho neste tese. Segundo estudos recentes, se apaixonar é um excelente recurso para fugir de doenças graves, como a depressão. Isso porque alguns sinais da paixão são bem conhecidos, como taquicardia, respiração ofegante, frio na barriga, insônia e redução do apetite, mas há outros que são muito mais significativos. “Há um aumento da pressão arterial e a própria resposta imunológica melhora. Com isso, o corpo fica ainda mais protegido contra infecções e doenças”, explica a médica fisiologista e autora do livro Sexo, Amor, Endorfinas e Boba­gens, Cibele Fabichak.

 

Conte a sua história - Você já teve dor de amor? Como conseguiu curá-la? Ou teve alguma experiência com final feliz e acha que amar pode fazer bem à saúde? Deixe um comentário ou mande um e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Problemas

Relação infeliz pode gerar câncer

Quem não conhece uma pessoa que vive um casamento de longa data, mas é muito infeliz? Pois, segundo os especialistas, é bom tomar cuidado, pois esse tipo de relação pode ser uma bomba para a saúde.

“Um estudo americano avaliou pessoas em relações duradouras de décadas e descobriu que, após elas completarem 70 anos, as que se diziam infelizes começavam a apresentar doenças cardiovasculares, depressão e câncer em maior número que as que estavam satisfeitas com seu casamento”, conta a médica fisiologista Cibele Fabichak.

A explicação, segundo Lincoln Cesar Andrade, psiquiatra da Paraná Clínicas e da Centro de Estudos do Amor e da Sexualidade Humana ( Cenasex), é simples. Esses casais vão acumulando estresse no decorrer do casamento e esse é um fator que pode diminuir a eficiência do sistema imunológico, além de desencadear inúmeras doenças, como gastrite, úlcera, hipertensão, enfarte, AVC, diabetes e até câncer, se ela tiver propensão para esses problemas”.

Casados há trinta anos, o serventuário da Justiça Valdomiro Baptista e sua esposa, a aposentada Vera Baptista, fazem de tudo para não correr esse risco. “Quando você ama, fica tranquilo e se sente mais em paz, o que acho que ajuda a manter a saúde em dia. Sei que quando tiver algum problema, terei sempre meu marido para conversar”.

Sobre o que faz diferença em um relacionamento, ela garante que bom humor é essencial. “Deve ser horrível conviver com alguém mal humorado”, diz. Para o marido, é essa alegria que rende uma vida a dois com mais qualidade. “Você tem outro estado espírito quando sabe que há alguém que te ama tanto”, comenta.

Eles x Elas

Você se recorda da cor da camiseta que seu namorado usou no primeiro encontro? E sua esposa sempre cobra que você não se lembra da data do aniversário de casamento? Pois tudo isso tem um “culpado”: o hipocampo, uma estrutura do cérebro relacionada com a memória. Nas mulheres, ele é maior, o que, para muitos pesquisadores, explica o fato de elas darem tanta importância à lembrança de detalhes emocionais.

Quer emagrecer?

Então se apaixone. Segundo a médica fisiologista Cibele Fabichak, a paixão tem a capacidade de mudar um pouco do sistema metabólico de homens e mulheres, facilitando a perda de peso. “Quando a pessoa está apaixonada, seu organismo apresenta um consumo maior de energia para trabalhar e o metabolismo se acelera, o que pode gerar uma redução no peso”, explica. Mas, cuidado: a perda de peso é pequena – cerca de alguns gramas ou poucos quilos – e só acontece quando combinada com alimentação saudável e prática de exercícios regulares. “Não adianta suspirar pelo namorado e exagerar nos doces”, brinca a médica.

Hormônio do amor

É assim que os pesquisadores vem chamando a oxitocina. Estudos recentes identificaram que esse hormônio, produzido no sistema nervoso central e antes conhecido somente por facilitar as contrações durante o parto e a amamentação nos primeiros meses após a gestação, também favorece o contato social, é importante para firmar vínculos duradouros e facilita os processos cerebrais de reconhecimento do outro como fonte de amor e prazer.

 

Voltar a sorrir - “Ninguém morre de amor”. Quem garante é a secretária Maria Helena Barros e ela sabe bem do que está falando. Em junho de 1999, ela decidiu pedir a separação e acabar com seu casamento, que durava 23 anos. “Vi que amava muito meu marido, mas estava decepcionada e o relacionamento não fazia bem para nós dois”, explica. Depois de assinar os papéis do divórcio, veio o desespero. “O amor que sentia por ele era cada vez maior e aquilo me corroía de uma maneira que não conseguia cuidar dos meus filhos, não queria comer, dormir e nem viver. Eu ligava para ele, chorava, fiquei de cama, fui internada e tive gastrite, bulimia, anorexia e depressão profunda”, conta. Agora, segundo ela, tudo passou. “Depois de cinco anos, procurei por tratamento médico e comecei a sorrir de novo. Com o apoio da famílias e amigos, dei a volta por cima e sou uma pessoa extremamente feliz.”

Segundo ela, o amor também faz bem porque, dentro do turbilhão de hormônios que se alteram durante a paixão, alguns têm sua quantidade aumentada, como a dopamina, a noradrenalina, as endorfinas, o cortisol, a testosterona e os estrógenos, elementos ligados à sensação de bem-estar, de felicidade e do desejo sexual. “Por isso, a paixão é um anti-depressivo natural, pois eleva o humor e amplia as sensações de prazer.”

Outro ponto positivo é que pessoas apaixonadas costumam dar mais valor à sua saúde e se preocupam em não ficar doentes. “O amor faz com que a pessoa fique mais feliz, a vida se torne mais interessante e ela descubra um motivo ainda mais forte para se cuidar e estar sempre ao lado de quem gosta”, comenta Lincoln Cesar Andrade, médico psiquiatra da Paraná Clínicas e do Centro de Estudos do Amor e da Sexualidade Humana (Cenasex).

Para quem acha que isso é coisa de pessoas românticas, a ciência já provou esses benefícios. “Um estudo mostrou que homens que se separavam e não se casavam novamente tinha uma diminuição na expectativa de vida porque, devido à tristeza pelo fim do relacionamento, ficavam mais deprimidos e menos resistentes a doenças”, conta Ailton Amélio da Silva, psicólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP).

Além desses benefícios, os especialistas garantem que amar vale a pena porque não tem contra-indicação. “A paixão causa alterações na glicemia e na pressão arterial, mas são modificações tão suaves que não podem prejudicar a saúde de pessoas que são hipertensas ou diabéticas, nem mesmo desencadear um problema desses em quem é saudável”, garante Cibele.

Quando tudo vira dor

O coração dispara, as mãos ficam trêmulas e suadas, as bochechas ficam rosadas... Os mesmos bons sintomas do amor podem ser acompanhados de respiração ofegante, ansiedade e angústia. O corpo fica todo dolorido, você sente uma dor que parece não ter fim e não consegue mais comer, trabalhar, se divertir ou dormir porque só pensa na pessoa amada por dias e noites inteiras. Se amar faz bem, sentir amor em excesso é doentio e faz muito mal à saúde. E se engana quem pensa que as consequências são só emocionais: facilmente o pico de estresse e nervosismo pode resultar em dores físicas.

“Há vários casos de pessoas que sentem tanta dor após o fim de um relacionamento que passam a somatizar sintomas e sofrem com crises de ansiedade, náuseas, insônia, falta de apetite, dores musculares e oscilação do humor e podem chegar a quadros de gastrite, alergias, cefaleia e depressão”, explica o médico neurologista José Geraldo Speciali.

Isso tudo pode acontecer quando o amor deixa de ser uma reação saudável para se tornar algo patológico e o carinho dá lugar à obsessão. “Em geral, essa fronteira entre a paixão e o transtorno é bastante difícil de ser identificada, mas quando o amor passa a atrapalhar a vida da pessoa e ela começa a magoar a si mesma, ao companheiro ou às pessoas próximas, está na hora de ligar o sinal de alerta e procurar a ajuda de um psiquiatra”, diz Andrade.

O médico psiquiatra e vice-presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria (SPP), Sivan Mauer, explica que, quando o amor acaba, a sensação é a mesma de qualquer outra perda que uma pessoa enfrenta na vida. “Ele gera um processo de luto e a dor faz parte do processo de superação, mas se a pessoa fica mais de seis meses sem conseguir se concentrar no trabalho, perde o interesse em se cuidar e se divertir, está sempre ansiosa e não consegue dormir, ela deixou de amar de maneira saudável.”

Isso é perigoso porque reações como essas causam um desgaste sério no organismo. “A pessoa fica suscetível a doenças, como resfriados e infecções, porque o estresse diminui sua imunidade e passa a ter hábitos não saudáveis, como não dormir e não se alimentar. É o caso clássico da pessoa que perde o cônjuge e morre ‘de tristeza’ porque o organismo fica debilitado com a perda”, explica Silva.

Menos dor

No mês passado, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos comprovou o que muitos médicos já sabiam: pessoas apaixonadas realmente sentem menos dor que as demais. A pesquisa foi feita com estudantes que viam as fotos de seus namorados, namoradas ou pessoas que consideravam atraentes enquanto um aparelho provocava leves dores em suas mãos. O resultado? Aquelas que viam as fotos sentiam menos dor que as demais.

“Isso acontece porque pessoas apaixonadas têm picos de liberação de endorfina, que são potentes analgésicos naturais, reduzem a sensação de dor e provocam uma certa amnésia no sistema nervoso. Você sabe que passou por um processo doloroso, mas não lembra o quanto isso doeu”, explica a médica fisiologista Cibele Fabichak.

Segundo Fabíola Minson, médica anesteologista e diretora da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), outro ponto que contribui para isso é que pessoas apaixonadas geralmente ficam distraídas quando pensam ou veem o foco de seu amor.

“Um dos tratamentos mais potentes contra a dor é distrair o paciente para que ele pense em outras coisas e o amor é excelente para isso porque a pessoa passa a lembrar de seu namorado e esquece que tem algum problema. Com isso, engana o cérebro de maneira saudável e bastante prazerosa”, diz o médico neurologista José Geraldo Speciali.

Mas Cibele esclarece que o efeito não é assim tão poderoso. “O amor não chega a dispensar medicamentos, mas pode ser uma boa contribuição para reduzi-los”, comenta.
 


Em 22 de outubro de 2010, Cibele Fabichak foi entrevistada no Programa Manhã Gazeta, na TV Gazeta.



O tema será: "Paixão e Amor: Como a biologia explica?"



 


Jornal da Tarde



Foi publicada a matéria: "O lado concreto do Amor", em 19/09/2010, Domingo, na Revista do Jornal da Tarde.

A jornalista Mônica Pestana aborda os diversos "ingredientes" da paixão e entrevista Cibele Fabichak.

Veja uma amostra da publicação:





Aconteceu a Bienal Internacional do Livro de São Paulo!!

No dia 21 de agosto, às 16 hs, Cibele Fabichak esteve, no stand da Editora Novo Século, autografando seu Livro: "Sexo, Amor Endorfinas & Bobagens" recem-lançado em junho de 2010.

Confira a foto!


 






 

 


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